06 de Janeiro de 2012
- Que tal se marcássemos pra outro dia?
BIPE. SMS recebida, cancelando o encontro.
"A vida é hoje..."
- Ei, quer vir comer uma pizza?
Ligou, querendo sair da inércia usual e tentando resolver as coisas.
"E é com ou sem você..."
- Me larga!
Disse ela, tirando a mão envolta em sua cintura enquanto corria da chuva. TUUUUUUU... TUUUUUUU...
"Espero demais..."
- Alô? Eu sei que sumi por um bom tempo. Acho que precisamos conversar.
Disse ele, nervoso com a situação.
"Vou fazer, seu minuto meu segundo..."
Ele não tirou os olhos dela. Ela quis fingir, mas também não tirou os olhos dele. Satisfizeram-se ali.
segunda-feira, 19 de março de 2012
sexta-feira, 16 de março de 2012
10 Pãezinhos
02 de Janeiro de 2012
- Foi aqui que encomendaram 10 Pãezinhos?
- Hã? - respondeu ela, sem saber do que se tratava.
- 10 Pãezinhos - repetiu o rapaz. - Você que é Simone, não?
- Sim, sou eu mesma. Mas não fiz encomenda alguma de 10 pãezinhos.
- Se você não fez, não sei. Mas está em seu nome e já foi pago. Vem comigo até a entrada receber a entrega, não me deixaram entrar com ela.
Seguiram até a entrada do prédio, onde tinha um balcão.
- Caramba! Deixei aqui em cima, e nesse meio-tempo, levaram! Mas tudo bem, eu vou lanchar com você pra pagar os pães.
- Cara, você é louco e eu nem te conheço. Mas eu vou.
- Legal! Você paga? - disse ele, na cara de pau.
- Hahaha, e os tais pãezinhos?
- Os pãezinhos? Deixa pra outra hora.
- Foi aqui que encomendaram 10 Pãezinhos?
- Hã? - respondeu ela, sem saber do que se tratava.
- 10 Pãezinhos - repetiu o rapaz. - Você que é Simone, não?
- Sim, sou eu mesma. Mas não fiz encomenda alguma de 10 pãezinhos.
- Se você não fez, não sei. Mas está em seu nome e já foi pago. Vem comigo até a entrada receber a entrega, não me deixaram entrar com ela.
Seguiram até a entrada do prédio, onde tinha um balcão.
- Caramba! Deixei aqui em cima, e nesse meio-tempo, levaram! Mas tudo bem, eu vou lanchar com você pra pagar os pães.
- Cara, você é louco e eu nem te conheço. Mas eu vou.
- Legal! Você paga? - disse ele, na cara de pau.
- Hahaha, e os tais pãezinhos?
- Os pãezinhos? Deixa pra outra hora.
quarta-feira, 14 de março de 2012
Terranova
24 de Janeiro de 2012
Caminho sem volta, passo acelerado, não. Algumas folhas e galhos no chão, alguns desvios para carregar mais fardos. O rapaz ao lado, que não mostrava o rosto, só se preocupava em seguir. Ladeiras, estrada, finalmente algumas casas - de aparência colonial.
Um passo a frente, o horizonte. Abaixo, nuvens. O garoto ao lado pula, sem medo, ouve-se "venha!", seguido por outro pulo.
- Aqui é que a caminhada fica legal! Respira fundo... e pula! É só se deixar levar! Sentir a sensação de não ver um palmo à frente!
Quando finalmente mostrou o rosto, marcado pelo sorriso grande, pulou.
Eu fiquei.
Não sei voar.
(Ele esqueceu de contar que também não sabia. Mas foi.)
terça-feira, 13 de março de 2012
ISO 400
25 de Janeiro de 2012
- Por que você fecha os olhos? Por que não olha pra cima, por que não olha pra frente?
- Porque luz demais cega. O céu não paira, ele está aqui. Porque o meu mundo é hoje. Não existe amanhã.
(+Falcão)
- Por que você fecha os olhos? Por que não olha pra cima, por que não olha pra frente?
- Porque luz demais cega. O céu não paira, ele está aqui. Porque o meu mundo é hoje. Não existe amanhã.
(+Falcão)
segunda-feira, 12 de março de 2012
1977
18 de Fevereiro de 2012
Duas horas passaria ali, míope, na beira da correnteza. Sentiu-se perdido. Seus quase dois metros não eram páreo para aquele gigante de 17, 18, sabe-se lá quantos metros media na cabeça. Perdido foi chegar numa locadora. Só então respirou.
- Alô, onde você tá?
- Tentando me achar.
Duas horas passaria ali, míope, na beira da correnteza. Sentiu-se perdido. Seus quase dois metros não eram páreo para aquele gigante de 17, 18, sabe-se lá quantos metros media na cabeça. Perdido foi chegar numa locadora. Só então respirou.
- Alô, onde você tá?
- Tentando me achar.
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sábado, 10 de março de 2012
(fu)
01 de Janeiro de 2012
Mi, Si, Do#, La, Si, SMS. Amanhã vamos nos ver. Não aceito um não.
Luiz toca a campainha da casa de Rebeca, fingindo ignorar o SMS que ela tinha mandado de manhã. Ela atende, e se espanta com a presença inesperada.
- Olha, não vai rolar. Não leu minha mensagem?
- O quê? Até parece que você só pensa nisso! Vamos, se arruma, só vou te levar pra passear.
Passaram a tarde juntos, conversando. Terminaram num lanche. O que comiam ou bebiam pouco importava. Rebeca estava confusa. Soltou:
- Afinal, Luiz, aonde você quer chegar com tudo isso?
- Só quero te fazer se sentir bem. Eu sei que você não iria ficar à vontade. Por isso não ficamos na sua casa. Por isso não fiquei em casa. Quando a gente fica assim é melhor sair pra respirar.
Mi, Si, Do#, La, Si, SMS. Amanhã vamos nos ver. Não aceito um não.
Luiz toca a campainha da casa de Rebeca, fingindo ignorar o SMS que ela tinha mandado de manhã. Ela atende, e se espanta com a presença inesperada.
- Olha, não vai rolar. Não leu minha mensagem?
- O quê? Até parece que você só pensa nisso! Vamos, se arruma, só vou te levar pra passear.
Passaram a tarde juntos, conversando. Terminaram num lanche. O que comiam ou bebiam pouco importava. Rebeca estava confusa. Soltou:
- Afinal, Luiz, aonde você quer chegar com tudo isso?
- Só quero te fazer se sentir bem. Eu sei que você não iria ficar à vontade. Por isso não ficamos na sua casa. Por isso não fiquei em casa. Quando a gente fica assim é melhor sair pra respirar.
sexta-feira, 9 de março de 2012
Poderia
09 de novembro de 2011
Passei quase o dia inteiro na biblioteca, lendo os irmãos Moon e Bá. Já era quase seis e senti uma aflição, uma vontade de sair dali. Queria vê-la. Seis horas, eu fora. Uma quadra de distância e a veria. Fugi. Andei quilômetros sem cansar mas não pude andar metros. Sete horas, a calçada é o meu banco de praça. Poderia estar com ela. Mas não.
Do título
sem data
Encontros quaisquer em lugares sem querer.
Pessoas desconhecidas e o medo de nunca conhecê-las.
Um leve desespero.
(Falcão)
Encontros quaisquer em lugares sem querer.
Pessoas desconhecidas e o medo de nunca conhecê-las.
Um leve desespero.
(Falcão)
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